Textos, vídeos e materiais para você se aproximar dos temas do meu trabalho, no seu ritmo.
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Quando trauma vira identidade
Algumas características que chamamos de “identidade” podem ter começado como formas de proteção de algo que foi vivido no passado, que talvez nem nos lembremos mais.
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Controlar, agradar, se fechar, atacar, fugir, congelar, não pedir ajuda, não confiar, dar conta de tudo… muitas vezes foram respostas muito inteligentes diante de experiências em que não havia segurança suficiente.
O trauma não vive apenas como lembrança. Ele pode aparecer como reação, postura corporal, tom de voz, padrão relacional, medo, controle ou dificuldade de permanecer presente.
Por isso, se perguntar: o que em mim aprendeu que precisava funcionar assim para sobreviver?
E, aos poucos, começar a se questionar dos rótulos que você se colocou. É começar a diferenciar identidade de adaptação. E quando essa diferença aparece, nasce também um espaço de escolha.
Limites: o que torna o encontro com nós mesmos e com os outros possível
Quantas vezes a gente se confunde com o que vem de fora e perde a nitidez do que somos nós aqui dentro? Do que sentimos, queremos, gostamos? De tudo que aprendemos a chamar de “normal”?
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Falar de limite é falar de autenticidade, de respeito, de amor e de vínculos saudáveis.
Eu, nesse momento, tô lidando com um desconforto em me trazer aqui, falar de “microfoninho” e expor o que acredito ser importante e necessário. Pertenço a mim nesse movimento! E sou grata por fazê-los!
Um brinde a todes que estão também testando e aprofundando nos seus limites.
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A escolha dos pensamentos
Quatro posições para perceber de onde estamos pensando diante de um conflito: duas a partir do julgamento e duas a partir da conexão.
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Com julgamento
Posição 1Nesta posição, a culpa é minha
Posição 2Nesta posição, a culpa é do outro
As mensagens nessas posições não estão relacionadas somente com o que poderíamos dizer em voz alta em uma conversa. Muitas vezes dizemos para nós mesmos, pois aprendemos a esconder nossa verdadeira reação e a não usar a honestidade e a autenticidade na nossa comunicação.
Em alguns momentos não somos nós que estamos nessas posições, e sim uma parte de nós. E somos muito hábeis em trocar rapidamente de posição!
Isso significa que uma parte nossa pode assumir a culpa e outra parte atribuir a culpa ao outro.
Esse é um resultado natural de crescer em uma cultura autoritária que classifica as coisas como boas ou ruins, certas ou erradas. Recebemos a mensagem de que, se conseguirmos descobrir de quem é a culpa por uma situação, isso a tornará melhor.
Com conexão
Posição 3Nesta posição, não há culpa. Vou compreender como me sinto
Posição 4Nesta posição, não há culpa. Vou compreender como o outro se sente
Na terceira posição dedicamos um tempo para nos conectarmos conosco. Neste processo a dica é fechar os olhos e compartilhar em voz alta a conexão interna com quaisquer sensações que ganham vida no corpo e quais nomes colocamos nessas sensações. Em seguida, nos conectamos verbalmente com as necessidades que estão atreladas a essas sensações/sentimentos. Nessa maneira de pensar, cada sentimento indica uma necessidade que tenta ser ouvida por nós.
Na posição 4, há a curiosidade para saber quais sentimentos e necessidades podem estar em jogo para a outra pessoa. Não há certeza, não há tentativa de analisá-los. Há apenas a curiosidade e abertura para conhecê-los.
Importante!
1. Fazer uma pausa e reconhecer onde sua mente está em cada momento. Essa consciência é o começo da liberdade. Se reconhecermos que nossa mente está em qualquer uma dessas formas de pensar, podemos então decidir se é provável que obtenhamos o que esperamos desse pensamento.
2. Reconhecer se está culpando/julgando e decidir se quer fazer outra coisa – decidir se quer se orientar para uma cooperação e conexão autênticas.
3. Não concluir que as posições nº 1 e nº 2 são formas “erradas” de pensar, e que as posições nº 3 e nº 4 são “certas”. Não é errado estar em qualquer uma dessas posições. Na verdade, é bastante normal em nossa cultura ter nossas mentes pensando a partir da posição nº 1 ou da posição nº 2 quando há algum conflito. O que queremos é criar consciência de onde estamos e assim poder caminhar para um outro lugar que gere mais conexão.
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Tabelas de sentimentos e necessidades
Essas tabelas apoiam o nosso autoconhecimento e facilitam o entendimento de como nos sentimos e do que estamos precisando. Focar na necessidade é o melhor caminho para conseguirmos o que queremos. E os sentimentos são como faróis que nos ajudam a entender o que realmente estamos querendo.