Juliana Carrasco Conversar no WhatsAppWhatsApp

Terapias

As bases do meu trabalho

Manejo de Trauma

O trauma mantém o passado fisiologicamente atualizado no presente.

O manejo oferece segurança, vínculo e recursos para que a pessoa atravesse pequenas parcelas dessa ativação, complete o que ficou interrompido e recupere capacidade de escolha.

A traumatização ocorre quando o sistema nervoso não consegue processar plenamente uma experiência, recuperar a segurança e completar as respostas de defesa mobilizadas diante da ameaça. Diante do perigo, o organismo pode orientar-se, lutar, fugir, pedir ajuda, imobilizar-se ou dissociar-se. Quando essas respostas são interrompidas ou insuficientes, o corpo continua respondendo como se alguma dimensão do perigo ainda estivesse presente.

Na vida, isso aparece como:

  • hipervigilância, ansiedade e irritabilidade;
  • dificuldade de confiar, estabelecer limites e criar vínculos;
  • congelamento, apatia ou dificuldade de agir;
  • dores e sintomas psicossomáticos;
  • alterações no sono e na alimentação;
  • reações intensas e desproporcionais diante de algumas situações.

O impacto depende da combinação entre evento, história de desenvolvimento, recursos disponíveis, contexto e capacidade de regulação. Por isso, duas pessoas podem atravessar acontecimentos semelhantes e apresentar respostas diferentes.

Focalização

A Focalização é um processo de escutar uma experiência ainda implícita, oferecer-lhe presença e permitir que ela encontre sua própria forma de expressão e continuidade, apoiando o seu desenvolvimento. É uma prática experiencial que acessa a sabedoria implícita do corpo e aquilo que ainda não está plenamente formulado em palavras.

Ela parte da compreensão de que sentimos uma situação antes de conseguirmos explicá-la completamente e a transformação acontece por meio do relacionamento com a experiência. O corpo sutil registra relações, acontecimentos, possibilidades e necessidades de forma pré-reflexiva; a Focalização cria condições para que esse conhecimento encontre expressão. As sensações sentidas são uma bússola interna: uma percepção corporal e significativa que nos ajuda a nos aproximar da experiência com mais delicadeza, clareza e respeito.

Ela favorece a capacidade de integrar experiências traumáticas, flexibilizar padrões rígidos, fortalecer a autonomia, escutar conflitos e ambiguidades, descobrir significados novos entre outros.

Pode ser utilizada para:

  • Trauma
  • Padrões rígidos e sofrimento psíquico, como ansiedade, controle, perfeccionismo, autocrítica e comportamentos repetitivos
  • Tomada de decisões
  • Estresse e autorregulação
  • Dores e sintomas crônicos
  • Autoconhecimento
  • Crítico interno e partes vulneráveis
  • Relacionamentos e casais
  • Educação e desenvolvimento de limites, criatividade, comunicação, autenticidade, coerência

Comunicação Não-Violenta

A Comunicação Não-Violenta é uma prática de consciência, linguagem e relacionamento que busca olhar para conflitos, julgamentos e reações como expressões de necessidades humanas tentando ser reconhecidas, desenvolvendo nossa capacidade de sermos autênticos e honestos.

Ao invés de separar, a CNV propõe aproximar. Ao invés de dividir, propõe integrar.

Ela apoia três movimentos:

  1. Conexão consigo: compreender o que acontece internamente, gerando autoconexão, autorresponsabilidade, regulação, reconhecimento de padrões e escolhas conscientes.
  2. Conexão com o outro: se expressar com autenticidade, escutar a humanidade presente por trás das palavras e ações, empatia, expressão honesta, limites, mediação, reparação, acordos.
  3. Ação consciente: reconhecimento das relações de poder, normas culturais, privilégios, impactos e interdependências.

A CNV também pode ser compreendida como uma mudança de paradigma: sair de relações organizadas por julgamento, culpa, punição, recompensa e controle, em direção a relações orientadas por interdependência, responsabilidade, parceria e escolha consciente.

Quando CNV e Focalização se encontram, abre-se uma via de acesso à liberação de traumas: a forma como nos comunicamos, interna e externamente, deixa de ser apenas um comportamento e se torna uma porta de entrada para compreender padrões emocionais, feridas, defesas, vínculos, necessidades e possibilidades de escolha.

O processo pode incluir

  • Investigação de padrões emocionais e relacionais
  • Escuta de sentimentos e necessidades
  • Exploração corporal e sensível da experiência
  • Reflexão sobre vínculos e autonomia
  • Apoio em conflitos e decisões
  • Construção de novas possibilidades de ação
  • Desenvolvimento de habilidades de comunicação
  • Acompanhamento em momentos de transição ou amadurecimento
  • Desenvolvimento e conexão de grupos

Como é estar em atendimento comigo

Nos encontros, partimos daquilo que está vivo para você: uma situação, uma dúvida, uma dor, um conflito, uma repetição, uma sensação corporal ou uma dificuldade de se posicionar.

A partir daí, vamos juntes aprofundar em perguntas, pausas, investigação e organização do que aparece. Observamos sentimentos, necessidades, sentidos implícitos, padrões de proteção e caminhos possíveis e seguros.

Minha abordagem integra gentileza, abertura, receptividade e acolhimento em uma escuta profunda. A intenção é criar um espaço seguro para reconhecer padrões, descristalizar ideias e convocar novas habilidades relacionais.

Esse trabalho não oferece respostas prontas. Trabalhamos para criar condições para que cada pessoa possa reconhecer o que sente, compreender o que precisa, nomear o que vive e encontrar caminhos mais coerentes com sua própria verdade, desatando nós de padrões.

Pilares do trabalho

Pedagógico
aprender conceitos e ampliar a visão sobre si, sobre as relações e sobre os padrões vividos;
Prático
criar novas possibilidades de presença e ação diante das dores, conflitos e situações da vida real;
Ferramentas de manejo
construir um espaço seguro para trabalhar temas delicados, exploração de formas de comunicação e diálogo com o Senso Sentido para ampliar a experiência.